?Que Pasa? 2005 |
viernes, julio 29, 2005
miércoles, julio 27, 2005
Gênio.
Terça-feira, Julho 26 Reproduzo aqui o emocionado discurso realizado pelo pastor de frangos, Sr. Martinho da Vila Luther King, proferido em tempos idos, na ocasião do recebimento da placa comemorativa de "Cidadão Exemplar da Cidade de Porto de Galinhas": "Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho de todos os galináceos. Eu tenho um sonho que um dia este local em que vivemos, esta terra em que pisamos e ciscamos viverá o verdadeiro significado de sua liberdade. Nós celebraremos esta possibilidade, com uivos e cacarejos, e ela será clara para todos os homens, mamíferos e frangos de boa fé. Eu tenho um sonho que um dia, os filhos dos descendentes de casais que escutam pagode, axé, e até mesmo a música sertaneja, assim como os filhos daqueles que curtem o verdadeiro Rock and Roll, poderão se divertir na mesma festa, escutando jazz, samba de breque ou Stravinski. Eu tenho um sonho que as pequenas crianças, doravante denominadas "pintos", vão um dia viver na crista da onda e receber a honrosa alcunha de "frango" ou "galinha", e viverão em uma nação onde elas não serão julgadas pelo comportamento sexual, seja este monogâmico, poligâmico, ambidestro ou praticante de salto triplo, mas, principalmente, pelo conteúdo de seu caráter e a sinceridade de seus sentimentos. Eu tenho um sonho que um dia todos os vales se erguerão e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e as ruas esburacadas de nossa cidade consertadas, para que eu não gaste mais dinheiro consertando a suspensão do meu fusca-bala. Eu tenho um sonho que um dia, todas as pessoas do nosso país poderão ter 100 mil dólares na cueca, para poder comprar muitos eletrodomésticos nas casas Bahia. Eu tenho um sonho que um dia, todas as pessoas digam sim para a vida, sim para o conluio amoroso e sim para o Rock and Roll. Eu tenho um sonho nas noites que não tenho insônia ! Eu tenho um sonho que um dia, bandas maravilhosas como Los Pirata, Jumbo Elektro, Abimonistas, MQN, Guilhermoso Wild Chicken e tantas outras... possam se apresentar com freqüência para semear a felicidade e o non-sense. Eu tenho um sonho, que todos os lábios que clamam por um beijo sejam beijados pelos lábios desejados. E, finalmente, eu tenho um sonho que o amor que guardamos dentro dos nossos corações, seja vivido e compartilhado, em sua plenitude, com todos aqueles que amamos". copy from "A GAZETA DO FRANGO". viernes, julio 15, 2005
Los Pirata en estudio!
Loco surrando la dengosona. Jesus y su berimbau. paco aguarda el momiento mágico.
Vivissecção, no!!!
Texto de JOSÉ JANTÁLIA recebido por Loco via e-mail: Abaixo transcrevo a mensagem que, entristecido e decepcionado, enviei à redação e ao ombudsman da folha. Também enviei o texto ao jornal O Estado de São Paulo. A FOLHA ERROU Lamentável o ponto de vista jornal Folha de São Paulo, externado por intermédio do editorial "Direito de Animais", publicado na edição de ontem (11/07/05). Tragicômico, o texto é uma negação do próprio título. Justificar a utilização de animais em aulas de vivissecção alegando ser a "natureza cruel", e omitir completa e sumariamente os métodos alternativos, procedimentos defendidos por uma plêiade de profissionais da medicina mundial, foi uma irresponsabilidade sem precedentes da Folha. Qualificar de "românticas" as reivindicações das entidades protetoras de animais, este sim foi um ato, no mínimo, de deboche e, no máximo, sádico por parte do jornal. Afirmar que "em breve surjam simuladores realistas o bastante para que se possa prescindir da utilização de animais", demonstrou um total desconhecimento do jornal com relação aos métodos "cruelty-free" (sem crueldade), utilizados hoje em larga escala na Europa e nos Estados Unidos, ou do exposto na obra "A Verdadeira Face da Experimentação Animal - A Saúde em Perigo", de autoria de Sérgio Greif e Thales Tréz, formados em Biologia sem o sacrifício de um animal sequer. Ao contrário de simplesmente escrever que a não utilização de animais vivos "seria contraproducente para a ciência e a medicina, as quais procuram produzir benefícios para o conjunto da humanidade", a Folha poderia ter citado o clássico e notório exemplo da talidomida que, testada em animais e considerada segura, provocou conseqüências devastadoras nos seres humanos, prova que existem enormes variações fisiológicas entre ratos, coelhos, cães, porcos, e seres humanos. Antes de adjetivar o movimento de proteção animal como romântico, a Folha poderia ter contado aos leitores como funciona o método de experimentação animal Draize (aplicados inclusive para produção de cosméticos...), ou então como são os Testes de Inalação, ou mesmo aqueles quando substâncias são pingadas nos olhos de coelhos vivos e conscientes, para determinação do grau de toxidade, sendo que os animais ficam imobilizados por vários dias, sem poder fechar os olhos. Enganou-se a Folha, e muito, ao publicar que "por enquanto, estudantes ainda precisam praticar em organismos vivos": a "Solução de Larssem" poderia ter sido enfocada pelo periódico, que estranhamente não o fez. Por fim, a "suposta ética" que a Folha deveria pautar a sua precária e obscura argumentação, credenciou o periódico a também defender a evolução da medicina por intermédio das macabras experiências praticadas com seres humanos nos campos de concentração. Afinal, tudo em nome da evolução, não é mesmo? JOSÉ JANTÁLIA (segue artigo da Folha) FOLHA DE S. PAULO 11/07/2005 DIREITO DE ANIMAIS A natureza é cruel. Essa é uma lei universal que pode ser depreendida da simples observação das relações ecológicas entre espécies e indivíduos. Reconhecer esse fato deveria ser um pré-requisito para os defensores de direitos dos animais. Infelizmente, não é, e freqüentemente surgem reivindicações românticas pelo fim da utilização de animais em pesquisas e no ensino. Ceder a esses apelos pode ser tentador -principalmente para quem queira agradar a um grupo grande e influente de defensores de animais-, mas seria contraproducente para a ciência e a medicina, as quais procuram produzir benefícios para o conjunto da humanidade. Exceto pelos sádicos, nenhum cientista aprecia sacrificar cobaias, mas existem inúmeras situações em que isso é crucial para pesquisas que podem em princípio resultar em importantes avanços médicos. Um exemplo eloqüente é o de experimentos que visam a verificar o efeito da injeção de células-tronco sobre órgãos avariados. Aqui não há como escapar ao sacrifício do animal para autopsiar o órgão e saber se houve ou não a regeneração pretendida. O mesmo vale para o ensino médico. Cirurgiões não nascem prontos. É até possível que em breve surjam simuladores realistas o bastante para que se possa prescindir da utilização de animais. Mas, por enquanto, estudantes ainda precisam praticar em organismos vivos. Reconhecer a necessidade de utilizar animais não significa que devamos maltratá-los. Em muitos casos, as cobaias podem ser anestesiadas. E o uso de animais deve ser limitado às situações em que isso seja imprescindível. Só o que não faz sentido é afirmar que existe um impedimento moral absoluto a todo tipo de pesquisa que implique sacrifício ou dano de outros seres vivos. Se levássemos essa suposta ética ao extremo, só poderíamos nos alimentar de frutas e e outras partes de vegetais cujo consumo não implique a morte do espécime. martes, julio 05, 2005
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